Gestão de Recursos Humanos

O CONTRIBUTO DAS ZONAS DE INFLUÊNCIA PEDAGÓGICA (ZIP), ENQUANTO ESPAÇO DE REFLEXÃO, DE APRENDIZAGEM E DE APRIMORAMENTO PROFISSIONAL DOCENTE

As planificações na educação constituem uma prática indispensável nas acções dos profissionais da educação. Como qualquer actividade humana exige um exercício racional antes da execução, na educação não é diferente. É preciso reflectir sobre as acções que serão desenvolvidas no futuro, de modo a determinar o que se pretende alcançar, preparar o que será usado para o tal desiderato, por quanto tempo, prever os obstáculos possíveis que eventualmente podem comprometer chegar à meta. Este artigo se apresenta com os objectivos de descrever as actividades realizadas na ZIP nas sessões de planificações quinzenais de aulas; avaliar o nível de satisfação dos professores participantes relativamente o contribuito dos encontros de planificações quinzenais na ZIP. Esta pesquisa é de carácter descritiva, fundamentada no paradigma compreensivo interpretativo, enfoque epistemológico quali-quantitativo com técnica mista: questionário e entrevista. Os resultados obtidos apontam a ausência de aulas simuladas; falta de diálogo aberto durantes as planifcações; desorganização e a auto-avaliação. Importa nesta nota não apenas tecer conclusões, mas sim recomendações para as futuras pesquisas nesta matéria que deixam os professores insatisfeitos. Recomenda-se que As áreas municipais de educação devem criar programas e estratégias de como organizar as planificações quinzenais, embora exista o guia metodológico para as ZIPs, é necessário a xistência de um documento prático especificamente sobre as planifcações de aulas e de auto-avaliação docente e de fiscalização.

FAUSTINO MOMA  Tchipesse

FAUSTINO MOMA Tchipesse

·
18 min27 de set. de 2026
Planificação quinzenalReflexãoaprendizagem e aprimoramento docente

O CONTRIBUTO DAS ZONAS DE INFLUÊNCIA PEDAGÓGICA (ZIP), ENQUANTO ESPAÇO DE REFLEXÃO, DE APRENDIZAGEM E DE APRIMORAMENTO PROFISSIONAL DOCENTE

Morais Afonso Pedro[1]

Centro de Estudos, Apoios de Politicas Educativas-CEAPE/Angola

ORCID:

Faustino Moma Tchipesse[2]

Centro de Estudos, Apoios de Politicas Educativas-CEAPE/Angola

ORCID:https://orcid.org0009000105994046

RESUMO

As planificações na educação constituem uma prática indispensável nas acções dos profissionais da educação. Como qualquer actividade humana exige um exercício racional antes da execução, na educação não é diferente. É preciso reflectir sobre as acções que serão desenvolvidas no futuro, de modo a determinar o que se pretende alcançar, preparar o que será usado para o tal desiderato, por quanto tempo, prever os obstáculos possíveis que eventualmente podem comprometer chegar à meta. Este artigo se apresenta com os objectivos de descrever as actividades realizadas na ZIP nas sessões de planificações quinzenais de aulas; avaliar o nível de satisfação dos professores participantes relativamente o contribuito dos encontros de planificações quinzenais na ZIP. Esta pesquisa é de carácter descritiva, fundamentada no paradigma compreensivo interpretativo, enfoque epistemológico quali-quantitativo com técnica mista: questionário e entrevista. Os resultados obtidos apontam a ausência de aulas simuladas; falta de diálogo aberto durantes as planifcações; desorganização e a auto-avaliação. Importa nesta nota não apenas tecer conclusões, mas sim recomendações para as futuras pesquisas nesta matéria que deixam os professores insatisfeitos. Recomenda-se que As áreas municipais de educação devem criar programas e estratégias de como organizar as planificações quinzenais, embora exista o guia metodológico para as ZIPs, é necessário a xistência de um documento prático especificamente sobre as planifcações de aulas e de auto-avaliação docente e de fiscalização.

Palavras-chave. Planificação quinzenal, Reflexão, aprendizagem e aprimoramento docente.

RESUMEN

La planificación en educación es una práctica indispensable en la actuación de los profesionales de la educación. Así como cualquier actividad humana requiere un ejercicio racional antes de su ejecución, la educación no es diferente. Es necesario reflexionar sobre las acciones que se desarrollarán en el futuro, a fin de determinar qué queremos lograr, preparar qué se utilizará para ese fin, por cuánto tiempo y prever posibles obstáculos que eventualmente puedan comprometer el alcance de la meta. Este artículo tiene como objetivo describir las actividades que se realizan en ZIP en las sesiones quincenales de planificación de clases; Evaluar el nivel de satisfacción de los docentes participantes respecto a la contribución de las reuniones quincenales de planificación en ZIP. Esta investigación es de carácter descriptivo, sustentada en el paradigma interpretativo comprensivo, enfoque epistemológico cuali-cuantitativo con técnica mixta: cuestionario y entrevista. Los resultados obtenidos indican la ausencia de clases simuladas; falta de diálogo abierto durante la planificación; desorganización y autoevaluación. Esta nota no sólo es importante para sacar conclusiones, sino también para hacer recomendaciones para futuras investigaciones sobre este tema que deja insatisfechos a los docentes. Se recomienda que las áreas de educación municipales creen programas y estrategias sobre cómo organizar la planificación quincenal. Si bien existe una guía metodológica para los ZIP, es necesario contar con un documento práctico específico sobre planificación de clases y autoevaluación y supervisión docente.

Palabras clave. Planificación quincenal, Reflexión, mejora del aprendizaje y la enseñanza.

  1. INTRODUÇÃO

Este artigo visa trazer uma discussão teórica e prática daquilo que é a planifcação de aulas em conjunto tendo como ponto de partida as Escolas Sedes ou Zonas de Influências Pedagógicas. Na perspectiva teórica levanta-se o debate sobre o que é planificar, os tipos de planos existentes na educação e, no que toca a prática, o interesse recai na análise daquilo que é prescrito como objectivos das Zonas de Influências Pedagógicas com a realidade vivida por professores destas mesmas ZIPs. Durante as sessões de planificações já assistidas há anos em várias escolas (ZIPs) na província de Luanda, foi possível constatar a rotina cíclica de harmonia de conteúdos como objectivo do encontro sem a discussão propriamente dita e a presença de professores fundamentada no cumprimento da chamada da escola onde labutam e a escassez de actividades focadas a formação e capacitação dos docente. A questão chave é: Qual é o grau de satisfação actual dos professores quanto o valor das planificações dos encontros quinzenais nas ZIP para o seu aprendizado e aprimoramento profissional docente? Os objectivos desta pesquisa visam essencialmente descrever as actividades realizadas na ZIP nas sessões de planificações quinzenais de aulas; avaliar o nível de satisfação dos professores participantes relativamente o contribuito dos encontros de planificações quinzenais na ZIP. Esta pesquisa é de carácter descritiva, fundamentada no paradigma compreensivo interpretativo, enfoque epistemológico quali-quantitativo com técnica mista: questionário e entrevista estruturados. A população da pesquisa inclui professores de todas as disciplinas dos Institutos Médios de Saúde associadas a uma ZIP na província de Luanda, com uma amostra de 15 professores de duas escolas privadas do nível médio que leccionam os cursos de saúde no município de Viana, mas que têm uma escola pública como a Sede.

  1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

    1. Enquadramento teórico-conceptual do termo planificação

As planificações na educação constituem uma prática indispensável nas acções dos profissionais da educação. Planificar, como Pitelli (2004, p.60) entende, «é estudar». Já para José Libâneo, (1990, p. 221) planificar é um processo racional, organizadora e coordenadora. Como qualquer actividade humana exige um exercício racional antes da execução, na educação não é diferente. É preciso reflectir sobre as acções que serão desenvolvidas no futuro, de modo a determinar o que se pretende alcançar, preparar o que será usado para o tal desiderato, por quanto tempo, prever os obstáculos possíveis que eventualmente podem comprometer chegar à meta.

Geralmente, quando se faz uma planificação, há que se descrever os objectivos a alcançar, os métodos a utilizar, determinar o tempo da realização das actividades. Na verdade, a planifcação no aspecto educativo não pára por aqui, é preciso questionar-se primeiro sobre quais são as implicações que estes elementos constituintes do plano têm no contexto social do aluno. (LIBÂNEO, 1990, p. 221).A compreensão do conceito de planificação, encontra equadramento epistemologico na análise de Afonso, sobre “centralidade das práticas didáctico-pedagógicas dos professores em Angola, pois são caracterizadas pela exterioridade dos processos de aprendizagem [...] (quer aos contexto, quer as pessoas) (AFONSO, 2024, p.311). Associa-se a isso, uma cncepção de carácter cumulativo,trata-se de um momento em que, a cada passo que se dá na planificação, deve-se pensar também no aluno, se existe uma harmonia sobre aquilo que está sendo planificado e a realdade. Adequar os métodos, os conteúdos, técnicas e a linguagem ao alcance do aluno. Tomemos o seguinte exemplo: a maneira como um professor prepara as aulas para os alunos do ensino priméario da 6ª classe, que vivem na cidade do Kilamba, com o tema a Habitação, não será da mesma forma, em termos de exemplos, que se pode preparar para os alunos da mesma classe que vivem no bairro Maxinge[3] que é um contexto social diferente. Daí,é preciso, estudar primeiro a realdade social, o aluno e depois partir para a escolha dos melhores métodos, técnicas e linguagem a utilizar sempre ao nível de cada um destes alunos. Os treinos, resultantes dos encontro nas planificações de aulas, pode evitar situar as nossas práticas na contra-mão da pedagogia que premea mudanças de organização da sala de aula, pode abrir espaço para aplicação de novas ergonomias no acto do exorcismo pedagógico; tornando as aulas mais interactivas (TCHIPESSE, 2022).

Quanto à natureza dos planos, Pitelli, (2004, Pp.61-) apresenta três modelos principais: a) o da educação, que reflecte as políticas educativas de um país, províncias e objectivos a serem atingidos num longo período de tempo. O plano educativo é resultante das políticas públicas de um determinado país cujo instrumento principal para a sua materialização é a educação; b) o curricular é expresso através de guias curriculares por disciplinas que são enviadas às escolas onde constam as propostas metodológicas, de conteúdos e de processos de avaliação; c) e o plano de ensino é o documento onde se encontram as instruções das actividades docente, os objectivos específicos, competências a serem desenvolvidas pelos alunos. Estes dois últimos planos foram aglutinados pelo Libâneo tornando-os apenas um, que é o plano de ensino (LIBÂNEO, 1990, p. 230). Assim sendo, na perspectiva de Libâneo, os planos na educação classificam-se em planos da escola, do ensino e de aula.

O plano da escola, para Ngangula De Sousa, (2016 p. 81) é o documento estratégico da escola no ponto de vista educativo. Na realidade angolana é chamado de Projecto Pedagógico Educativo (NKUANSAMBU, 2023). Parte no diagnóstico feito pelos agentes da educação-escola, comunidade e administradores sobre a realdade social de modo a traçar as directrizes que vão nortear as acções educativas da escola. É a escolha de métodos de ensino, sistema de avaliação e dos valores que os agentes educativos pretendem que sejam cultivados no seio dos alunos tendo em conta o contexto social (LIBÃNEO, 1990, p. 230).

Obviamente, a elaboração dos planos educativos e curriculares, as escolas têm a obrigação de interpretar estes planos e adequá-los ao seu contexto social, económico, e cultural da escola. No entanto, a elaboração deste guia (PPE/PEE), a presença de todos agentes da educação é imprescindível, pois as diferentes opiniões, entre os professores, directores, pais e encarregados de educação são úteis para que, em conjunto possam encontrar as melhores directrizes pedagógicas e valores necessários na comunidade em que a escola está inserida.

Todos estes planos apresentados têm como seu ponto culminante de concretização no plano de aula, que é o guia feito pelo professor e nele estão especificamente determinados os métodos, as técnicas, os meios de ensino, os conteúdos da aula e o tipo de avaliação. Este plano pode ser subdividido em plano quinzenal, semestral, mensal e semanal. (DE SOUSA, 2016, p. 81)

Este guia do professor, também pode não ser elaborado no cumprimento escrupuloso das directrizes que se encontram nos planos anteriores, porque cada realidade social tem os seus contornos e, perantes esta complexidade, o professor, pode elaborar o seu plano da aula mediante a realidade e o ambiente escolar, que não é e nunca é o mesmo em todas as turmas e escolas. Significa que, há uma flexibilidade, na parte do professor, na elaboração do plano de aula relativamente sobre o que está escrito e sobre o que professor vivencia na comunidade onde a sua escola está inserida. As coisas são mutáveis, e é preciso que as actividades docentes acompanhem esta mutabilidade da realidade.

  1. Das concepções epistemológicas aos objectivos da Zona de Influência Pedagógica

A Zona de Influência Pedagógica MED (2018) «é um órgão de apoio metodológico que consagra um conjunto de escolas próximas umas das outras, a partir de uma escola de referência denominada Escola Sede ou Centro de Recursos». As ZIP nascem em Moçambique e o seu nascimento fundamentam-se na esperança de resolver alguns problemas actuais da educação. Por isso que os objectivos destas Zonas consistem em: Promover encontros de reflexão conjunta entre professores das escolas que compõem a ZIP; Diagnosticar necessidades de formação de professores e técnicaos administrativos da educação; Partilhar experências sócio-profissionais, científicas e técnicas no âmbito de currículo; Exercitar diferentes estratégias e procedimentos didáctivos-pedagógicos de trabalho docente e administrativo; Produzir meios de ensino, utilizado material local; Apoiar e acompanhar a elaboração, implementação e avaliação do Projecto Educativo (PEE) das Escolas da ZIP. (KAIOVE, 2022). No entanto para que a escola seja uma ZIP deve possuir condições materiais e um número de professor não superior a 150. O centro de recurso na escola ZIP é o espaço que reúne condições materiais que em qualquer momento, o professor pertencente à ZIP pode acessar ou mesmo marcar encontro com outros professores de modo a partilhar experiências metodológicas. (MED, 2018, p.9)

As ZIPs têm a responsabilidade de materializar os objectivos acima referenciados por via de algumas actividades pedagógicas promovidas durante o ano lectivo, como os seminários de capacitação pedagógica e das sessões de planificações quinzenais realizadas nas ZIPs. Estas planifcações enquadram-se na tipologia de planos de aulas, pois agregam os seguintes elementos: tema, sumário, objectivos: geral e específicos; meios didáticos, instrumentos de avaliação, etapas da aula e temas de contextuaização. Sendo assim, a sincronia dos elementos supracitados exige diálogo entre os professores reunidos na ZIP para partilhar ideias, experiências e espectativas de acordo a realidade de cada contexto da sua escola. Este diálogo pode efectivamente ajudar cada professor presente em compreender aquilo que antes era obscuro e melhorar a sua prática docente. O encontro quinzenal não deveria se esgotar num diálogo vazio, sem pelo menos, se os objectivos da aula exigirem fazer demostração através dos meios disponíveis na sala de recursos para que aquelas aulas práticas planificadas tenham sucesso na sua materialização.

  1. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Foram inqueridos 15 professores que leccionam no Subsistema do Ensino Técnico, no curso de saúde, de duas escola privada localizada no Destrito Urbano Vila Flor II, cujo professores realizam as suas sessões de planificações numa escola pública de saúde na cidade de Kilamba. Utilizou-se as variáveis de SIM e NÃO e de escolha múltipla.

  1. Como é feita a escolha dos conteúdos e métodos dos planos de aulas durante a sessão de planificação?

Nesta questão, utilizou-se as variáveis múltiplas: 10 professores (66%) afirmaram que é por via de debates, e 5 (24 %) afirmaram o contrário; e, 10 professores (66%) entendem que o plano é feito em casa pelo coordenador da disciplina 5 (24%) entendem o contrário como mostra o gráfico abaixo.

Gráfico 1. Como é feita a escolha dos conteúdos e métodos dos planos de aulas durante a sessão de planificação?

Planificar em conjunto é fundamental que haja diálogo entre os professores, quando o plano de aulas é feito em casa pelo coordenador no sentido só de harmonizar o conteúdo e, deixando lado à oportunidade de partilhar experiência de como trabalhar com o conteúdo e os métodos e técnicas, corre-se o risco de transformar as planifcações em lugares de levantamento apenas de coisas feitas que às vezes não saber como elas funcionam ou devem na sala de aulas.

  1. Tem havido aulas simuladas para a partilha de experiências?

Dos 15 professores que constituem a amostra da pesquisa, 12 (80%) optaram por opção não e 3 (20%) por opção sim, como o gráfico 2 ilustra.

Seriam as planificações em conjunto produtivas se existisse aulas simuladas pelo meno na aplicação de técnicas, métodos e do manuseio dos meios de ensino, para que aqueles que tiverem dificuldades saiam daí com luzes.

  1. Actividades que já teve privilégio de participar na escola Sede

Foram escolhidas três actividades, dos quais, destacam-se o seminário pedagógico, apenas 2 (13%) professores alegaram que participaram; debate organizada pela escola Sede em que todos 15 (100%) foram unânimes que nuca particparam e o programa de formação contínua em 2 (13%) professores afirmaram que já particapram

  1. Tabela 1. Actividades que já teve privilégio de participar na escola Sede

Variável

Seminário pedagógico

%

Debate organizado pela escola Sede

%

Programa de formação contínua

%

Sim

2

13

0

0

2

13

Não

13

83

15

100

13

89

No âmbito dos objectivos da ZIP, os seminários pedagógicos, os debates e os programas de formação contínua servem de instrumento que impulsionam aos professores, o aprimoramento das suas competências didáticas e pedagógica para melhor contribuir no ensino de qualidade. Quando não existem estes instrumentos, a ZIP perde a sua direcção, logo, a sua razão de existência torna-se uma letra morta.

  1. As sessões de planificação têm sido aborrecíveis?

Em virtude da experiência de cada um, o objectivo desta questão é obter dados sobre o nível de satisfação dos professores sobre as planificações realizadas na sua escola Sede. Dos 15 professores, 12 (80%) responderam SIM e 3 (20) respondem NÃO.

Gráfico 3. As sessões de planificação têm sido aborrecíveis?

As planifcações podem toernar-se uma actividade aborrecível quando o professor vai participar com o objectivo de saber apenas a matéria que será leccionada nos próximos quinze dias sem, contudo, servir de um momento para o progresso profissional docente.

3.2 Resultado das entrevistas

Com a entrevista o foco é obter dados mais profundos sobre as diferentes concepções, experências e sentimentos dos professores quanto às sessões de planifcação na escola Sede e sua incidência nas suas actividades docente, de modo a complementar os dados quantitativos obtidos por via de questionário. Foram levantadas duas questões, alinhadas aos objectivos da ZIP e respondidas por dois professores. Os professores são denominados por P1 e P2. Numa perspectiva de crescimento profissional docente, até que ponto os encontros na Escola lhe ajuda a desenvolver-se como professor? P1.: primeiro olhando para a ideia de que ser docente é dar tudo de si todos os dias, e para isso, ´há uma necessidade de que o docente melhore as suas capacidades intelectuais e cietíficas quantas vezes forem necessárias para que no momento de aprendizado o aluno possa receber de forma consciente o que lhe está ser passado. Debates abertos, inclusivos e participativos também seria uma boa ideia. Infelizmente tudo isso acaba sendo um esforço pessoal visto que a escola mãe na incentiva os professores a isso; entende-se que a insastifação do P1 consiste no facto de que as actividades realizadas na escola Sede não se alinham as políticas de crescimento e de superação docente, por isso que outro professor reforça a tese da seguinte maneira: P2 As planificações têm sido mal feitas, pois várias vezes o coordenador já faz na sua casa e os outros encontram já tudo feito, o reto faz apenas pequenas rectificações, que não contribui quase em nada, sou de opinião que deverias existir debates e aulas simulada para ajudar os professores a aperfeiçoarem-se. Como avalia a forma em que as planificações são dirigidasna escola Sede? P2. As planifcações são improvisadas, para não falar do tempo que é muito pouco, 15 ou 10 minutos não é suficiente, talvez com 30 minutos ou mais pudesse se fazer alguma coisa de modo que as planifcações sejam mais robustas e não improvisadas. Outro professor complementa ao afirmar que P1.: são planifcações que maioria das vezes deixam a desejar, um dos motivos reais é a falta de organização no real sentido, não se conversa afim de criar métodos para cada aluno sinta a satisfação no aprendizado, não se fala métodos que ajudam a memoriação e entendimento das aulas. No final de tudo é mais um dia em no qual todos os professores lá presentes cumprem formalidade, isso porque eles nem cumprem o que dizem. Percebe-se os professor as planifcações não atendendo aos objectivos e intentos dos participantes, cria no seio do grupo, a ideia de simples participação para evitar faltas, planificar em conjunto é apenas uma questão de formalidade.

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os encontros na escola Sede para a planifcação em conjunto é uma das actividades que se enquadra no espírito de aprimoramento, capacitação e de superação docente da ZIP para que os professores que compõe a ZIP estejam a altura de proporcionam um ensino de qualidade. Infelizmente a realidade constata mostrou que não existe esta iniciativa: ausência de aulas simuladas; falta de diálogo aberto durantes as planifcações; desorganização e a auto-avaliação. Importa nesta nota não apenas tecer conclusões, mas sim recomendações para as futuras pesquisas nesta matéria. Para as próximas pesquisas, considera-se importante fazer estudos comparativos entre duas ou mais ZIPs para obter dados mais profundos. No âmbito de políticas públicas de Educação, o Estado deveria rever os critérios de atribuição à categoria da ZIP, não privilegiando apenas as escolas estatais, mas sim as privadas também podem ser contempladas, assim incitaria o senso de competettividade e de responsabilidade entre as escolas. As áreas municipais de educação devem criar programas e estratégias de como organizar as planificações quinzenais, embora exista o guia metodológico para as ZIPs, é necessário a xistência de um documento prático especificamente sobre as planifcações de aulas e de auto-avaliação docente e de fiscalização.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

AFONSO, Manuel. Escolarização e aprendizagem significativa em Angola: Práticas, desafios e mudanças necessárias. Angola: MUENHU, 2024

DE SOUSA, Ngangula Miguel. Função Social da Escola, 2016.

KAIOVE, Miguel Jorge Taviano. 1. Seminário Zip II Ciclo 2022. Bié- Luanda. Disponível em: https://.pt.scribd.com/presentation/603893685/1-seminário-Zip-II-Ciclo-2022. Acessado em 22 de Dezembro de 2024.

LIBÂNO, José Carlos. Didática. São Paulo- Brasil, 1990.

MED. Guia Metodológico de Apoio à ZIP, Zonas de Influências Pedagógica, 2018.

NKUANSAMBU, Afonso. Gestão Escolar: a escola que temos e a escola que queremos, 2023.

PILETTI, Claudino. Didática Geral. 23ª edição. São Paulo- Brasil: Editora Ática, 2004.

TCHIPESSE, Faustino Moma. Mudança organizacional na sala de aula: um olhar para múltiplas ergonomias. Luanda: É Sobre Nós Editora, 2022

  1. -Mestre em Ciências da Educação com foco em pesquisa em Gestão Educacional pela Universidade de Desarrollo Sustentable-UDS-Assunção/Paraguai.. Professor, pesquisador e escritor. ↑

  2. - Mestre em Ciências da Educação com foco em pesquisa em Gestão Educacional pela Universidade de Desarrollo Sustentable-UDS-Assunção/Paraguai.Especialista em Análise Comportamental através do programa de Pós-Graduação da Universidade Autónoma do Paraguai/UAP.Chefe do Gabinete Científico e Estensão Universitária do Instituto Superior Politécncico do Zango-Polo Luanda Sul. Professor, pesquisador e escritor. ↑

  3. Maxinge é uma aldeia pertencente ao Município da Damba, província do Uíge, Angola. A população desta aldeia é maioritariamente camponesa. É uma aldeia cuja comunicação entre o resto do país é quase inexistente, em virtude da falta da via de comunicação e condições necessárias para uma vida condigna. As casas são feitas de adobes, com tetos de capim e, algumas delas com tetos de chapa. ↑

Entrar para curtir (0)0 comentáriosBaixar PDF149 visualizações

Comentários (0)

Entre para deixar um comentário.