O presente artigo analisa o impacto do estudo da ciência económica na reconstrução e consciencialização das famílias angolanas residentes em Luanda, entendendo-as como unidades de produção, consumo e decisão. Partiu-se do problema de saber em que medida o conhecimento económico formal e não formal influencia a gestão do orçamento doméstico, a poupança e a capacidade de superação da pobreza nos agregados familiares da capital. Adoptou-se uma abordagem qualitativa, de natureza descritiva e explicativa, assente em pesquisa bibliográfica e documental, com análise de dados estatísticos secundários produzidos pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Banco Nacional de Angola entre 2019 e 2026. Os resultados evidenciam uma associação consistente entre os baixos níveis de literacia económica e financeira, a elevada informalidade laboral, a fraca cultura de poupança formal e a vulnerabilidade dos agregados familiares perante a inflação e o desemprego. Conclui-se que o estudo da ciência económica, quando integrado no currículo escolar e em programas comunitários de educação financeira, funciona como instrumento de consciencialização crítica, melhora a racionalidade das decisões domésticas e constitui condição essencial, ainda que não suficiente, do desenvolvimento social e económico das famílias na capital.
PALAVRAS-CHAVE: Ciência económica. Literacia financeira. Família. Consciencialização. Desenvolvimento.
25 de set. de 2026