Domingos Jorge Henriques

Domingos Jorge Henriques

Engenharia de Software, Empreendedorismo, Marketing e Negócios

ISTA - INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE ANGOLA

Profissional multifacetado, com vasta experiência nas áreas de engenharia de software, empreendedorismo, marketing digital e consultoria de negócios. Licenciado em Engenharia Informática, especializado em Engenharia de Software e Desenvolvimento de Software. Atualmente, é Cofundador da Kudika Digital, uma agência de marketing digital, onde exerce os cargos de Diretor Técnico e Diretor de Marketing. Além disso, atua como Consultor de Negócios, fornecendo orientação estratégica para empresas. É também Professor Universitário na área de Engenharia de Software. Domingos é reconhecido por sua paixão pela educação e compartilhamento de conhecimento, sendo um líder inspirador e visionário. Sua trajetória é marcada por inovação, empreendedorismo e compromisso com o crescimento e sucesso de seus alunos e equipes.

2 artigos publicados

Artigos de Domingos Jorge Henriques

PRIVACIDADE DESDE A CONCEPÇÃO EM SISTEMAS DE ASSIDUIDADE POR RECONHECIMENTO FACIAL PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO EM ANGOLA: DECISÕES DE ARQUITECTURA NO QUADRO DA LEI N.º 22/11
Tecnologia

PRIVACIDADE DESDE A CONCEPÇÃO EM SISTEMAS DE ASSIDUIDADE POR RECONHECIMENTO FACIAL PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO EM ANGOLA: DECISÕES DE ARQUITECTURA NO QUADRO DA LEI N.º 22/11

DH
Domingos Jorge Henriques17 min

O controlo de assiduidade por reconhecimento facial tem sido apresentado às instituições de ensino como solução para as limitações do registo manual, mas a sua adopção implica o tratamento de dados biométricos, sujeitos em Angola ao regime da Lei n.º 22/11. O artigo aborda o seguinte problema: como conceber um sistema de assiduidade por reconhecimento facial que satisfaça os requisitos operacionais de uma instituição de ensino e, simultaneamente, reduza a exposição dos dados biométricos dos seus membros. Adopta-se a Design Science Research como estratégia metodológica, articulada com os conceitos de privacidade desde a concepção, minimização de dados e protecção de templates biométricos. Apresentam-se e justificam-se sete decisões de arquitectura de um sistema em desenvolvimento, entre as quais a extracção de características no próprio dispositivo, a não conservação da imagem facial e a existência obrigatória de uma alternativa não biométrica. Cada decisão é confrontada com a literatura sobre ataques de reconstrução, que demonstra que um vector de características não constitui dado anónimo. Conclui-se que estas decisões reduzem a superfície de exposição, mas não dispensam as obrigações legais, e discute-se a proporcionalidade do recurso à biometria para esta finalidade. O sistema não foi ainda avaliado em campo.

23 de set. de 2026

MENTORIA PARALELA ESTRUTURADA POR PONTOS DE VALIDAÇÃO NA PRODUÇÃO DO TRABALHO DE FIM DE CURSO EM ENGENHARIA INFORMÁTICA: ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO EXPLORATÓRIO EM LUANDA
Educação

MENTORIA PARALELA ESTRUTURADA POR PONTOS DE VALIDAÇÃO NA PRODUÇÃO DO TRABALHO DE FIM DE CURSO EM ENGENHARIA INFORMÁTICA: ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO EXPLORATÓRIO EM LUANDA

DH
Domingos Jorge Henriques21 min

O trabalho de fim de curso (TFC) em Engenharia Informática exige a entrega simultânea de um artefacto técnico e de uma monografia científica, o que coloca o finalista perante duas exigências de natureza distinta. Este estudo analisa um dispositivo de mentoria paralela, externo à orientação institucional e organizado por pontos de validação obrigatórios, com o objectivo de identificar onde se concentram os bloqueios do processo e que falhas de integridade o dispositivo detecta. O enquadramento teórico articula os conceitos de andaimagem, autorregulação da aprendizagem e integridade da investigação. Adoptou-se um estudo de caso múltiplo exploratório, com análise documental dos registos de validação de três processos de TFC em duas instituições de ensino superior de Luanda. Os resultados preliminares indicam que os bloqueios se concentram nas etapas que exigem evidência produzida pelo próprio estudante, como dados de campo, simulação e medição em produção; que a confirmação de fontes bibliográficas é uma pendência recorrente; que artefacto e documento evoluem de forma desacoplada; e que nenhum estudante dispunha do instrumento institucional de avaliação. Conclui-se que a fronteira entre apoio e substituição autoral deve ser definida operacionalmente e que a divulgação precoce dos critérios de avaliação é condição de qualidade do TFC.

22 de set. de 2026